CENTRO DE DIÁLISE

O Centro de Diálise do Hospital de Caridade de Santiago em atividade desde o dia 16 de março de 2009 , nasceu de um anseio e necessidade da comunidade santiaguense em ter um serviço especializado e de alta complexidade evitando assim viagens e deslocamentos dos doentes renais a outras cidades para receberem tal tratamento. O Hospital de Caridade através de sua administração e com o apoio da comunidade tornou esse anseio uma realidade. O Centro de Diálise é capacitado para oferecer como tipos de diálise a hemodiálise, diálise peritoneal, encaminhamento para transplante renal e prevenção das doenças renais.

Conta com uma equipe multidisciplinar treinada, capacitada e comprometida com a qualidade no atendimento nefrológico. Cientes da responsabilidade inerentes aos que se propõe a um trabalho sério e diferenciado desde o inicio estabeleceu-se um diálogo franco e transparente com seus fornecedores e funcionários agregando valores e trazendo a seus pacientes o que há de mais atual no tratamento das doenças renais

Informações

Respondendo sobre a insuficiência renal

O corpo humano possui dois rins que se localizam nas costas, um de cada lado da coluna vertebral.

São órgãos que desempenham funções vitais como:

Filtrar sangue, mantendo alguns elementos e eliminando outros através da urina; estimular a produção de glóbulos vermelhos, evitando a anemia; regular a pressão arterial; formar os ossos durante o crescimento e mantê-los normais.

É a incapacidade de ambos os rins realizarem seu trabalho.

Os sintomas são fraqueza nas pernas, diminuição do crescimento no caso de crianças, palidez da pele, emagrecimento, vômitos, perda de apetite, cansaço fácil, inchaço e diminuição da urina.

Quando os rins perdem seu funcionamento, todos os produtos tóxicos que deveriam ser eliminados do organismo ficam acumulados no sangue.

Quando modificações da dieta e/ou tratamento medicamentoso não forem suficientes para melhorar a função renal, o tratamento de diálise e/ou transplante renal se farão necessário. São as Terapias Renais Substitutivas (TRS).

Preocupação com a humanização no atendimento

O Centro de Diálise do Hospital de Caridade de Santiago acredita que o estreitamento das relações equipe multidisciplinar – paciente/cliente na unidade de TRS – Terapia Renal Substitutiva pode ser a chave para a verdadeira humanização do tratamento dialitico. Quando a equipe consegue estabelecer uma maior proximidade com os clientes que necessitam desse tratamento, para a perda da função renal, observa-se mais respeitabilidade e confiança, aumentando-se as chances de adesão ao tratamento proposto e conseqüentemente o sucesso do mesmo.

Mesmo que o cliente-paciente seja o principal responsável pela sua vida, o Centro de Diálise do HCS estará sempre disponível para apoiá-lo através de sua equipe multiprofissional; médico, enfermeiro(a), psicóloga, técnicos de enfermagem, nutricionista, farmacêutica, assistente social, secretária, copeira e higienização. Pessoal especialmente treinado e motivado para esse fim. Além de todos os demais serviços técnicos, administrativos e de apoio da organização hospitalar.

Prevenção das doenças renais

Nos últimos anos, o número de pacientes com insuficiência renal crônica têm crescido assustadoramente em todo o mundo, inclusive no Brasil. Alguns já se referem à doença como a “nova epidemia do século XXI”. O aspecto mais preocupante é que o indivíduo pode ter a doença renal e não apresentar sinais ou sintomas que o alertem para o problema e só vir a descobrir a doença numa fase muito avançada, em que as alterações são irreversíveis. No Brasil, estima-se que mais 2 milhões de pessoas tenham problemas renais, mas 60% não sabem disso.

O diagnóstico precoce dessas alterações cria perspectivas de interrupção ou diminuição da velocidade da perda de função renal. A Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) lançou, em novembro 2003, a campanha “Previna-se”, que é uma campanha permanente de prevenção de doença renal. Ela tem por meta principal alertar a população para a necessidade do diagnóstico precoce das doenças dos rins, assim como de outras doenças como diabetes e hipertensão arterial, que podem evoluir para insuficiência renal. O Centro de Diálise do Hospital de Caridade de Santiago participa dessa campanha a nível nacional, como também dá ênfase ao grupo de risco (hipertensos, diabéticos, parentes de pacientes com doença renal crônica, idosos e pacientes com doença vascular) realizando exames de urina e sangue com o objetivo de triagem para a doença renal.

Tratamento

Respondendo sobre o tratamento da insuficiência renal crônica

É um tratamento que funciona como um substituto dos rins: filtra o sangue, elimina as substâncias tóxicas que os rins não conseguem eliminar e retira o excesso de água do organismo.

A . Diálise peritoneal

A diálise peritoneal é um tratamento que substitui as funções dos rins. O objetivo é retirar o excesso de água e as substâncias que não são mais aproveitadas pelo corpo e que deveriam ser eliminadas através da urina. Este tipo de diálise aproveita o revestimento interior do abdômen, chamado membrana peritoneal, para filtrar o sangue.

B . Hemodiálise

A hemodiálise é um procedimento que filtra o sangue. Através da hemodiálise são retiradas do sangue substâncias que quando em excesso trazem prejuízo ao corpo, como uréia, potássio, sódio e água.

Diálise peritoneal ambulatorial contínua

É também conhecida como CAPD ou DPAC é a forma mais comum de diálise peritoneal e especialmente indicada para pacientes idosos, crianças ou aqueles para os quais a hemodiálise não é conveniente ou possível. Geralmente é realizada em casa, em um local limpo e bem iluminado. O próprio paciente pode fazer a infusão e a retirada (drenagem) da solução de diálise no abdômen ou pode ser auxiliado por uma outra pessoa especialmente treinada para fazer estas trocas de bolsas de solução. O sangue durante a CAPD está sendo filtrado o tempo todo. A solução de diálise é infundida através do cateter até a cavidade abdominal e aí permanece por várias horas. A solução é então drenada e uma nova solução volta a encher o abdômen, recomeçando o processo de filtração.

Diálise peritoneal automatizada cíclica – DPAC – APD

É parecida com a CAPD, porém nesta deve-se conectar o cateter a uma máquina que enche o abdômen e drena a solução de diálise automaticamente. Este método é geralmente realizado durante a noite, enquanto o paciente dorme, permitindo maior liberdade ao paciente durante o dia.

Caso você deseje informações a respeito deste tratamento, pergunte ao médico e ou enfermeiro(a) responsável pelo seu tratamento.

A hemodiálise é feita com a ajuda de um dialisador (capilar ou filtro). O dialisador é formado por um conjunto de pequenos tubos. Durante a diálise, parte do sangue é retirado, passa através da linha arterial do dialisador, onde o sangue é filtrado e retorna ao paciente pela linha venosa.

Em geral, a hemodiálise é feita três vezes por semana, com duração de quatro horas. Podem existir variações neste tempo de acordo com o tamanho, idade e necessidade de cada cliente-paciente. A dose de hemodiálise é prescrita individualmente pelo médico, baseado nos exames de rotina e avaliações clinicas periódicas, com a participação da equipe multidisciplinar.

Transplante renal

É o tratamento mais natural da substituição para a falência renal, que lhe garante o retorno da sua qualidade e estilo de vida, anterior a doença. A preparação para o transplante renal requer uma série de exames de compatibilidade entre o doador e receptor e de controles clínicos, além de uma atenção especial da equipe multidisciplinar. O procedimento é feito cirurgicamente, onde o novo rim é colocado no abdômen sem a necessidade da remoção dos rins doentes. A indicação do transplante renal é médica e apesar de todos os pacientes serem candidatos, existem algumas indicações e contra-indicações clínicas específicas.

Doador vivo: enxerto renal provenientes de membros da família;

Doador cadáver: enxerto renal proveniente de um indivíduo já falecido, que submetido a uma série de análises histológicas é compatível e adequado para o receptor, candidato. Obedece a uma lista única de candidatos previamente escritos.

A equipe multidisciplinar está apta a esclarecer dúvidas a respeito do processo de encaminhamento e acompanhamento do Transplante Renal

Para que o tratamento seja possível, é necessário que haja uma colaboração e acompanhamento de todo o pessoal que trata de pacientes renais e principalmente da família. A participação da família consiste em controlar corretamente a prescrição médica tanto em relação aos medicamentos, como em relação à dieta que o paciente deverá fazer em casa. Promover e estimular o auto-cuidado, favorecendo assim para que seja o maior responsável pelo seu tratamento.

Estrutura

O Centro de Diálise do Hospital de Caridade de Santiago conta com sala de espera para pacientes e familiares, recepção, consultórios, sanitários para pacientes e funcionários, almoxarifado, armário para guarda de pertences dos pacientes, salas de hemodiálise, sala de diálise peritoneal, sala de treinamento, salas de processamento de sistemas de hemodiálise, sala de tratamento de água, gerador de energia elétrica. Além de equipamentos de ultima geração como máquinas de hemodiálise e tratamento de água por osmose reversa.

Sua força de trabalho é composta diretamente por um médico nefrologista, um enfermeiro nefrologista, uma enfermeira ligada ao serviço, quatro técnicos de enfermagem, nutricionista, assistente social, psicóloga, secretária, funcionária do serviço de higiênização. O centro conta com todos os serviços de apoio do próprio hospital e os ligados a ele como: laboratório, banco de sangue, especialidades médicas, serviço de imagem, farmácia, urgência e emergência, administração e serviços, lavanderia, serviço de manutenção, etc.

As instalações, área física, equipamentos, mobiliários e estruturas em geral seguiram projeto arquitetônico aprovado pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), portanto adequado e vistoriado antes do inicio das atividades obedecendo a RDC 154 que estabelece sobre o funcionamento dos centros de diálise.

SETORES

CONTATOS

Telefone: (55) 3251-3006
E-mail: hospital@ghsantiago.com.br
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